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8/15/2008 Mela cuecaHá dias ando aqui fissurada em minha seleção musical Mela Cueca. Pois é, preparei uma de primeiríssima qualidade. O tempo todo só aiais... me fazem recordar o tempo de juventude dançando coladinha sem sair do lugar. No mais muita leitura, livros novos de montão, trabalho, filmes e mais filmes. Ando sem tempo de escrever sobre eles, mas vou dar conta do recado em breve. Por incrível que pareça ainda sobra tempo pra ficar com medo de minha cirurgia. Poucas vezes, mas acontece sim. Vontade de entrar debaixo da mesa e ficar encolhidinha por lá. A sorte é que tenho tanta coisa boa pra fazer que não sobra tempo pra tal. Mas dá pra sacar que estou bem estressada. Inúmeras vezes sinto uma vontade enorme de enforcar o motorista do carro ao lado, que cometeu alguma barbeiragem. Ainda bem que não passa disso, um descarrego de tensão e alguns nomes feios dentro do veículo. Claro que quando a filha está perto, lá vem queixa. “Por favor, nada de palavrão ao meu lado.” O sono também é um sintoma. Ao final do dia tenho estado imensamente cansada. A noite está deslumbrante . O céu tem um tom de azul índico iluminado por uma luz intensa da lua cheia. Está lindo demais. Combinei com a minha filha querida de irmos à praia juntas amanhã bem cedinho. Ela me disse que irá acordar. “- Deixarei pra dormir na praia.” Eu pago pra ver, porque ela vai para a Lapa com seus amiguinhos divertidos, que lhe fazem sorrir muito. Eu fico feliz, pois anda passando um perrengue com a fragilidade da minha saúde e de seu pai. Tudo junto tadinha. Essas passagens obrigatórias da vida são mesmo de arrepiar até o cangote. Há pouco lhe disse que já passará esse andaço de insegurança. Ela contou-me que hoje almoçou com aquele cara especial em um de meus restaurantes prediletos do Centro do Rio – Umas e Folhas, antigo La Table, ali na rua do Rosário, quase chegando na Rua da Quitanda. Lá é tudo delicioso. Vale a pena conferir. Acompanhei as mudanças do espaço desde 1983, quando entrei na Fazenda Estadual. Tenho boas histórias por ali. Há um garçom que está por lá a vida toda. O atendimento deles é campeão. Outro dia, mesmo de dieta, tomei um caldinho de feijão especial. Tudo de bom. Beijinhos Luinha Maria Josè, l'ultima reginaAssisti um dia desses o DVD Decadência de um Império – A última rainha, título original Maria Josè, l'ultima regina, que foi espetacular. O filme dividido em 2 partes me manteve acesa durante todo o percurso e isso é algo inédito atualmente. Ando tão esgotada que durmo em qualquer paradinha para recostar. O roteiro bem cuidado retrata as manhas e artimanhas do poder, do início ao meio do século passado, na Europa. Vemos passar com belas cores o preto do fascismo de Benito Mussolini, as guerras que devastam a vontade dos homens, o nazismo, os movimentos revolucionários e o povo faminto de tudo. O apogeu e a queda do império italiano são desnudados de forma nua e crua. Imagine que até uma das filhas do rei foi dada de comida aos sangrentos alemães para garantir uma fluida expectativa de manutenção de poder do trono. Numa falsa consideração de responsabilidade pelo “Estado” lançam-se ao lixo todos os valores fundamentais. Não sobrou mais nada, é claro. Seu pai deve ter tido muitas insônias. Haja pílula da felicidade para dar conta de tanto. Mas nada de pensar que o filme não é legal. Tudo isso vem deslizando em meio às muitas belezas das paisagens e personagens. Um toque primoroso da força e feminilidade da encantadora rainha, protagonista do enredo, nos absorve completamente. Vemos em letras garrafais a jornada de seu amadurecimento. Muito bacana. Lembrei-me do livro Getúlio de Juremir Machado da Silva, que pincelou tema tão denso da história brasileira, com a visão feminina da amante predileta do presidente. Uma aula primorosa de história do mundo e seus homens. beijinhos Luinha Ps - A família real italiana até hoje está exilada na Suíça. Há mais de 50 anos são proibidos de pisarem no solo italiano.
Sinopse do site do Casablanca Filmes
Uma mulher rebelde, contraditória e moderna. Na vanguarda de seu tempo. Esta era a personalidade da princesa Maria Jose, filha de Alberto I, rei da Bélgica. Foi presidente da Cruz Vermelha italiana e também atuou como diplomata entre alemães, italianos, e outros paises envolvidos na guerra. Ela se casou com o príncipe Humberto de Savóia, herdeiro do trono italiano, filho do rei Vitor Emanuel III (exilado durante a Segunda Guerra Mundial) e se torna Rainha Consorte da Itália. Seu reinado durou apenas 35 dias, sendo exilada com seus 4 filhos para a Suíça onde ficou até sua morte. Seu marido, Rei Humberto, rei Humberto II, morreu no exilio em Portugal.
8/14/2008 à flor da peleEstou assim também... à flor da pele
Flor da Pele Zeca Baleiro
Ando tão à flor da pele 8/4/2008 Ao entardecerTive uma noite complicada ontem, depois de um sábado e domingo de molho agradável, algo estranho interferiu em meu sono. Esquisito... Recebi um presente-surpresa da Luluzinha enrolado com a troca do biquíni e a blusinha da minha filha. Só ela mesma. Escolhe livros com sua sapiência extraordinária. O Luar na Avenida da Fé de Gina B. Nahai promete. Assim que curiosa li a primeira página logo fiquei seduzida. Fazia tempo estava carente de uma leitura que me pegasse assim de jeito. Fui assistir a um filme espetacular que eu estava de olho comprido fazia tempo. Ao Entardecer é uma fita muito interessante. Um filme de uma bela mulher moribunda, que se despe completamente no melhor estilo vida-morte-vida. Os ossos sacodem todos ao correr pelo deserto com os lobos. Que elenco ... Que visual... A melhor sinopse sem dúvida alguma é a do site política para políticos. Vale a pena conferir http://www.politicaparapoliticos.com.br/resenha_detalhe.php?t=756008 Teve uma das inúmeras passagens fantásticas do filme que chamou muito a minha atenção. Em determinado momento comenta-se sem culpa, mas com enorme compreensão da responsabilidade, quais dos erros das mães que seus filhos deixarão passar desapercebidos e quais os que os marcarão profundamente. Ai ai... é verdade... Fróid explica. Recomendadíssimo. Beijinhos Luinha 8/3/2008 domingo em famíliaUau... minha seleção musical nova do IPOD está de arrepiar os cabelinhos. Ai ai... Sinto-me pronta para arremessar-me na vida. Pareço um sansão da era digital. Imbatível! Hoje meu cunhado convidou-me para passar o dia por lá. Prometeu churrasco e aipim para me tirar do marasmo pós-anestesia geral. Passei o sábado dormindo. Comi as variadas carnes com uma deliciosa salada de folhas. As carnes no ponto perfeito. Um churrasco rodízio a moda carioca. Sem dúvida uma das maravilhas da boa terra de céu azul e belezas extraordinárias. Fiquei fora da sobremesa – um delicioso brownie de chocolate. Minha mana faz o melhor do mundo. Todos sorriam ao comerem seus pratões cobertos de sorvete de creme. Não fiquei frustrada. Tenho planos melhores para essa nova fase de minha vida. Vimos fotos da velha guarda e voltamos para o lar. A filha já encomendou um vestido igual ao da festa de 15 anos de minha irmã. 8/2/2008 A fãAcabei encontrando uma fã que sabe tudo a respeito de meu cronista predileto. Ainda por cima é minha xará – Marta Cigaran, uma gaúcha prolixa e divertida. Tem mais... ela entende sobre diverticulite. Conhece “tudo” a respeito de Juremir Machado da Silva e sobre a doença que toma minha atenção e combate minha boa-vontade nos últimos dois meses. Fora a atração pelo professor, só a curiosidade é algo que temos em comum. Ela quer saber tudo sobre mim. Sou fissurada nesse assunto também. No mais somos diferentes, desfruto o escritor com minha melhor vontade, jamais me imponho, me deito com seus personagens de forma silenciosa e desfruto de um tudo. Jamais esquecerei as noites deliciosas que passei sob o umbu no Cerro das Palomas. Ela, mais crítica, prefere sua performance hoje. Crê que sua vida pregressa é muito triste. Eu gosto de tudo. Competição boa essa. Ela gentilmente complementa minha carência de informações sobre ele. Incrível, sabe tudo que sempre quis saber, mas a lonjura, ou seria minha inexperiência de ser fã, não permitiram tanta ousadia. Já pensei em escrever pra ele e pedir umas dicas tipo se prefere café com leite branquinho ou pretinho. Acho que essa é quente. Vou bater o placar. Adoro isso. Divirto-me muito com meus besteiróis matinais. Sem dúvida é minha hora do dia mais produtiva. No mais só carinho e apoio de minhas amigas luluzinhas, a de Vitória então é especialista em amor e amizade, da de 10, como se diz por aí, da filha, que esforço dela para dar uma pausa e deixar de ser filha para ser parceira, da minha mana, das mães substitutas, do Pedrinho, Cesar, Luizinho e Junim, dos Fernandos, pai e filho, da Nete e da Leila, sempre um anjo para nós. Enfim passei por mais uma. Agora verei quando vou operar. Pretendo fazer 3 ou 4 passeios novos e outros velhos – São Luis do Paraitinga, Piracicaba e região (incluindo Socorro), Prudentópolis, Belo Horizonte descendo por Vitória, Serra do Espírito Santo, Goiás, Ceará e a Serra do Rio do Rastro. Agora entrando na agenda novamente o interior do Rio Grande do Sul. Pretendo ainda ir a Europa. Minha xará é urbana, ama sua capital porto alegrense. Convidou-me para visitá-los. Um dia desses irei. Eu, cada vez mais seduzida pelo interior. Ela me disse que não conhece a região do rio Taquari. Incrível... fica ali no seu quintal. Eu ainda pretendo descer o rio de barco até a capital. Achei lindo tudo aquilo. Saudades de meu lobo mau. O médico liberou os exercícios. Segunda começo o mais arrojado programa de preparação física para as olimpíadas na segunda etapa de meu desejado centenário. Difícil mudar hábitos, mas dou para o gasto. Costumo me sair bem na área de reinventar saídas para uma boa-vida. Leila me deu a melhor notícia do dia ontem, enquanto estava internada para fazer o exame. A vida corre com boas perspectivas, não há mais violência e está tudo sobre controle. Nada como uma terapêutica temporada em Rio das Ostras. Tudo flui naturalmente com a beleza e o amor. Creio que sou uma psicóloga razoável e com muito estudo poderei me aprofundar nessa área da felicidade possível e responsável. Não posso me queixar. A vida é sedutora. Love Luinha 7/18/2008 Sonho de amor (Rubem Alves) "Todo jardim começa com um sonho de amor, 7/15/2008 Dia ProfícuoEstive na escolinha e foi maravilhoso poder estar aprendendo com as crianças. Fico invariavelmente sem fôlego com a sabedoria daquelas pequenas criaturinhas de pele bronzeada ou de algodão. O momento mais surpreendente foi quando um jovem de 6 anos convidou-me para dançar. Naquele momento só nós dois no enorme salão. Foi um espetáculo a parte. Contei somente para as crianças da segunda série que estava com piolhos. Como o assunto é um tabu ficarão pasmos. Aproveitei para falar-lhes de meu sofrimento e solidão. Conversamos sobre a solução deste problemão. Sempre é muito oportuna à conversa de quem sente na pele a situação. Funciona. Creio que já falei sobre o que significa iniciar o dia fazendo relaxamento e meditação com essas pérolas dos 5 aos 8 anos. É bom demais... Tenho inúmeras novidades. O jovem gaúcho que conheci na praia ontem e soltamos pipa agora é amigo de msn. Está interessado em ler minhas peripécias por aqui. No orkut 2 novos personagens. Uma xará, que é uma fã muito mais atirada do que eu pelo jornalista e escritor gaúcho, Juremir Machado da Silva. Promete essa relação. Ela domina de forma preciosa a vida e a obra do professor. O outro é um amigo do Alexandre do Moto Dupla. Imagine que ele também gosta de passeios, moto e fotografia. Gosto muito de tirar uma casquinha da boa-vida dessa gente de bom gosto. Depois joguei cartas, trabalhei mais um pouco até tarde, assisti os 2 novos clip de meu sobrinho e respondi as implicâncias do jovem Junim. O mestre Juremir educadamente agradeceu meu comentário elogioso. Como instigou-me a falar do Rio, resolvi reproduzir por aqui – minha mais eficaz memória estendida - o diálogo virtual.
Olá boa noite Juremir Bem, somos a vitrine de um Brasil decadente com seus valores deteriorados. O que vem acontecendo não é novidade. Crise gravíssima do poder do Estado. Faço um trabalho em uma comunidade de favela e por lá há muitos carnavais morrem diariamente crianças, adultos e jovens, cidadãos anônimos, sem qualquer visibilidade para a nossa sociedade. Já atendi crianças com crise de pânico ao ver pessoal fardado. Ficaram isolados, não dos serviços públicos, como sempre pensamos, mas por um sistema extremamente opressor, que os deixou sempre a própria sorte ou melhor dizendo... azar... Você não pode imaginar o que é ouvir uma granada e o armamento pesado que estão disponíveis por lá. Isso faz parte do dia-a-dia daquelas crianças que chegam na escola com olheiras. Uns pequeninos fios desencapados que quando se encostam uns nos outros saem faíscas e choques. Fico sem fôlego ao constatar que todos os meus princípios sobre cidadania e democracia são inúteis. Como aprendo... Se abanarmos com qualquer coisa de valor, se derramam numa deliciosa gargalhada. Ai ai.. como é fácil. Ficamos alheios a tudo que se passava por lá. Agora é a nossa vez de experimentar a dose. Por incrível que pareça vejo os últimos casos de violência noticiados como oportunidade. O pior é que não vemos nenhum avanço no sentido de discutirmos a segurança pública no Brasil. Ficou à margem dos debates na Constituição de 88 e continua sem haver nada. Nossa geração em sido 100% incompetente nessa área. Falta política pública de segurança no Brasil. Muito triste. Tem algo ainda pior. Temos no Brasil e, no Rio em especial, uma praga que não permite deixar ileso nada que se constrói de positivo e podemos "todos" concordar. Mesmo na mais marcante diversidade temos coisas que podemos estar de acordo. Por aqui, pela luta do poder, não sobra nada. abraços marta PS - 1) Por incrível que pareça a cidade ainda está maravilhosa. Ainda ontem dei uma fugida e passei a manhã na praia. O dia estava belíssimo e agradável. Por coincidência conheci um jovem gaúcho, que estava encantado com o melhor da arte carioca. Soltava pipa pela primeira vez na vida. Fui me oferecer para empiná-la e acabamos de papo. 2) Aí vai uma mostra de nossas belezas.
7/14/2008 NOTÍCIAS DA TERRAFolgo em saber que está na luta pela boa-vida.
Hoje tirei uma folga. Ando visivelmente estressada com a saúde.
Fui para a praia cedo com a filha e só agora acabo de chegar.
Parece que estou um tomate.
Imagine... o céu estava azul de doer, o vento frio e o mar forte, perfeito para surfista.
Conheci um jovem na praia que estava soltando pipa. Não resisti e fui conversar com ele. Doidinha pra que ele oferecesse a vez de empinar um pouco a pipa.
Acredite... ele era gaúcho de Porto Alegre, delicado, gentil, educado, inteligente e solícito. Compartilhou seu brinquedo e um papo gostoso. Excelente companhia.
Fiquei queimada por que soltamos pipa por longo tempo. Não tive tempo de empoleirar-me debaixo da barraca.
Filmei e tirei inúmeras fotos.
Meu companheiro soltava pipa pela primeira vez e estava fascinado. Não parecia novato, fazia tudo que queria com ela. Nos finalmente desceu a pipa para um desfile espetacular. Eu estava com a câmera em punho.
A última pipa que empinamos foi um espécime flamenguista. Por coincidência o gremista contou-me que não resistiu a beleza das cores do time do urubu. Sua maestria com a bela arte não deixava a desejar para nenhum carioca.
Ele está morando no Rio para estudar e prestar concurso.
Adorei o ritmo e o jeitao dele.
A filha nem se interessou por nós. Ficou dormindo.
Eu expliquei-lhe que não sabia o porquê de deixarmos de fazer coisa assim tão prazeirosa.
Comentei, com minha farta experência de soltadora de pipa (KKK), que tirando a praia em qualquer horário, soltar à noite era um prazer a parte.
Recordei a minha infância, os amiguinhos, as noites estreladas, a lua e, quando ensinava as crianças a brincadeira gostosa.
Pena que eles estão agora em uma fase que não priorizam essas delícias.
Ai ai...
Especulamos sobre as semelhanças entre a vida, as pessoas e as pipas.
Se o lobo mau ouvisse o nosso papo filosófico... uhuhuhu...
Encaminho procê a crônica de hoje do Juremir... genial.
Ri de gargalhar, mas ninguém fala tão bem sobre coisas sérias.
Beijinhos
NOTÍCIAS DA TERRA Eu não tenho voz. Mesmo assim, como não sou mudo, adoraria narrar uma síntese noticiosa, um correspondente radiofônico, como faz, com aquele vozeirão maravilhoso, o Milton Jung, um dos craques da Rádio Guaíba. Outro dia, selecionei as notícias que leria. Estados Unidos: homem barbudo dá à luz. Pai (ou mãe?) e filho passam bem. Suécia: farmácias vendem pênis de plástico e bonecas infláveis. Texas: cientistas descobrem poder afrodisíaco da melancia. Não, não é da Mulher Melancia, é da fruta mesmo, considerada agora um viagra natural vermelho. Isso explica o desempenho sexual em regiões produtoras de melancia. Por exemplo, na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul. No mundo globalizado, o sujeito vai à feira e pede uma melancia. Se não tiver, ele vai à farmácia e compra um bom pênis de plástico. A vida é simples quando todos os produtos estão disponíveis para os consumidores. Pode-se pedir uma melancia e um pênis de plástico por telefone. Últimas notícias: homem doa rim à mulher que o abandonou. É a maior prova de amor já feita por um ex. Ele jura que não espera a volta da mulher por causa desse presentinho inesperado. Quis apenas provar que cortaria na própria carne por ela. Colômbia: guerrilha marxista vende reféns para nações capitalistas e fatura lucro de 10 mil por cento em relação ao investido na manutenção dos prisioneiros durante seis anos. Guerrilheiros justificaram-se dizendo que se acostumaram a vender droga. Atenção, atenção, bota atenção nisso, Estados Unidos: 'A decisão de votar é, em parte, genética segundo um estudo que mostra a influência dos genes na participação eleitoral e em uma grande variedade de atividades políticas, informou hoje a revista American Political Science Review'. A alienação é genética. O reacionarismo também. Tudo é genético. Até a escolha do clube de futebol do coração de cada um. 'Os pesquisadores demonstraram que os indivíduos com uma variante do gene MAOA tinham mais chances de ter votado na eleição presidencial de 2000.' Já os 'MAOC', não percebidos nesse estudo, tinham mais chance de apoiar a revolução cultural na China. É por isso que os Estados Unidos dominam o mundo. Eles produzem o melhor e o pior com a mesma desenvoltura. Não ficam sequer vermelhos. Parece que já tem uma equipe pesquisando a influência genética na escolha da posição para dormir. Quem fica de bruços são os indivíduos com uma variante do gene BRUCO. Outro hábito explicado geneticamente seria o gosto por música brega. Um gene, ainda não batizado, explicaria o interesse por música sertaneja. Rio de Janeiro: pesquisadores brasileiros estão prestes a localizar o gene que explica a tendência masculina a passar a tarde de domingo atolado no sofá, bebendo cerveja gelada e olhando futebol na TV. Tem gene para tudo. Em princípio, até para explicar o gosto por Nando Reis e Vítor Ramil. É verdade que esses genes ainda não foram localizados. Trata-se, segundo especialistas que preferem não se identificar, de uma anomalia, uma deformação genética grave, mas, felizmente, limitada a um número reduzido de pessoas, nada além de 1 em 100 milhões de indivíduos nasce com essa inclinação. Apesar disso, o efeito provocado é devastador. Estas foram as principais notícias da terra nos últimos meses. Ah, no Brasil, aconteceram alguns casos de corrupção. Alguns figurões passaram uma noite em cana. Já estão livres. juremir@correiodopovo.com.br 7/13/2008 Try a Little TendernessAi ai... Estava aqui entretida com minha seleção musical. Diretórios quase arrumadinhos. Música é algo que me agrada demais. Uma companhia especial em meus dias de buscas. Não sei se já expliquei direitinho, mas tenho diretórios quase totalmente organizados pela minha melhor vontade da vez - saudade, amor, regional, boa para dançar, instrumental, jazz e blue, clássica, rock, sambinha, mulher, infantil, gente especial, acordando, francesas, italiana e espanhola, nacional, internacional, orquestrada, Lua, Rio de Janeiro e relaxamento. Às vezes fico completamente absorvida pela incansável e infinita vontade de caminhar por uma e outra canção. Sem dúvida alguma é uma de minhas múltiplas paixões. Com freqüência combino prazeres . Dirigir na estrada é algo que me faz relaxar imensamente, com o advento do IPOD carrego sempre minha seleção da vez. Nessa situação imensamente satisfatória poderia conduzir-me até o fim do mundo. Tive uma sensação assim esses dias quando dirigia até Vitória. Deu-me uma vontade de seguir adiante e ir até o Ceará. Iniciei procurando uma música para inspirar-me a fazer um filme de minhas inúmeras seleções de imagens das viagens e passeios imaginários e reais. Quando dei por conta estava aqui envolvida até as entranhas com o álbum Heart to Heart de B.B. King/Diane Schuur, Inacreditavelmente fantástico - som, balanço, afinação,letras, os arranjos são perfeitos. Dancei literalmente com Spirit in the Dark. Mas resolvi escrever enquanto ouvia Try a Little Tenderness. Lembrei-me que estou envolvida até as entranhas com a questão de enamorar-se. Prometi algumas pessoas especiais explicar-lhes sobre o que faz diferença para uma mulher. A bela canção é uma aula das melhores. Creio que homens amadurecidos entenderão bem do que estou falando. Já as mulheres de quase todas as fases saberão direitinho. Quando estava entretida com meu mais novo filme, fotos, músicas e esta crônica, recebi a inesperada visita de um amigo distante entendido nesse clima musical. Pois é assim que me perco em mim mesma... com várias atividades embalando o suave pensar. Agora soninho me domina por completo. Boa noite Luinha PS – Escolhi a canção. Será do Kansas, Dust in the wind – Poerias ao vento. Era ela que conduzia minha alma na última peregrinação. 7/7/2008 A JANELA DA FRENTEA JANELA DA FRENTE (La Finestra di Fronte/2003)
A filha me fez confessar que ela é insuperável na escolha de filmes. Nem um pouco contrariada balanço a cabeça em assentimento. Não há dúvidas, excelente a leva de hoje. Inicialmente assistimos O Sobrevivente de Werner Herzog. Eu, deitada na rede gostosa, mas com frio exagerado, que não me largou no dia hoje. A filha ficou deitada no sofá ao lado. Tiramos no par ou ímpar a escolha da acomodação. Ela ganhou. Não passei muito bem o dia, à tarde fui obrigada a me recolher. Nessa primeira fita vimos a perseverança do protagonista para se ver livre de uma prisão desumana. Foi comovente apreciar tanta perseverança e motivação. Um exemplo de valor à vida. Baseado no documentário Little Dieter Needs to Fly, trata-se da história real vivida pelo piloto norte-americano Dieter Dengler (Christian Bale), capturado em Laos durante a Guerra do Vietnã. Lá, ele organiza uma missão suicida para escapar. Um bom filme de ação. Entretanto, o filme italiano A JANELA DA FRENTE (La Finestra di Fronte/2003),que assisti sozinha, depois que ela saiu para academia e para jantar com o pai, pegou-me de jeito. Uma boa sacudidela com delicada compreensão sobre nossos limites. Tantos caminhos e escolhas. Ai ai... Algumas cenas são espetaculares. Num determinado momento ela se olha de uma outra janela. Uma prática espetacular... As lembranças das olhadelas do casal gay na década de 40; e a chamada para a importância da participação dos sentidos, ao invés de vivermos sempre no automático, seja na vida ou na cozinha, também foram muito sutis. Vale a pena conferir. Beijinhos Luinha 7/6/2008 SaracoteandoAcordo nesse sábado com cara de domingo aqui na casa da Luluzinha em Vitória. Uma delícia dormir numa cama gostosa e despertar sem uiuis. Li todas as revistas e folhei com muito interesse os livros que ela deixou para mim. Ontem ficamos até altas horas num papo gostoso sobre a vida, mas mesmo com os desafios que terei à frente neste dia, madruguei, como sempre. Depois que voltamos de nossa saidinha para uns beliscos deliciosos, nos esparramamos para ver fotos e a bela vida. Numa certa parte esteve presente conosco nosso lobo (o meu velho lobo mau). Dedicamo-lhe com especial solidariedade - faz é tempo - o nosso melhor amor. Bacana isso... Nunca disputamos a tapa o lobo querido - partilhamos toda sua beleza da forma mais prazerosa possível. Vimos suas fotos contamos nossas impressões. Estou sorrindo e especulando se esse é o sentimento que permeia as relações no harém... se for ... é perfeita esse tipo de convivência. Eu e a Lu temos inúmeras afinidades. O lobo perspicaz nos presenteou há alguns bons anos atrás. Com o tempo nossa amizade só se aperfeiçoa. A dispensa e geladeira cheias de comidinhas especialmente para mim. Se eu ficasse 1 semana por aqui, lá se ia minha dieta pra cucuia. Depois trouxemos Chico para nos acompanhar na noite estrelada, mas sem lua. Tentamos fisgá-lo ainda na madrugada, mas sabido como ele só com certeza intuiu que estando de tititi na real teríamos pouca disponibilidade para papos virtuais. De nossa seara afetiva da net o único que disse presente foi o Junim. Sempre alerta este nosso pequeno grande amigo, com sua insaciável curiosidade. Adivinhou que a tia Luinha já inaugurara a cadeira da tia Luz. Sacudi em vão a Lu desde cedo. Primeiro com o banho, depois secador – afinal hoje tenho um casamento. Assim que liguei o aparelho vi que acordaria todo o prédio, mas demorei alguns segundos para achar o botão de desliga. Depois que coloquei mesa do café fui acordá-la às 8 horas. Puxei papo animado no seu quarto, mas fiquei com pena e resolvi deixá-la dormir mais 1 horinha. Minha filha está certa, tenho necessidade de acordar as pessoas no meu tempo. Como sou lesada, esqueci a senha de acesso à internet que Lu me contou. Vou aproveitar para deixar por aqui e ver se ela toma coragem, faz uma revisão e aperfeiçoa esta crônica de 5 de julho. Vai ficar é bom algo feito a 4 mãos.
E eis que as outras duas mãozinhas despertam afinal. Marta é mesmo incansável e bem disposta. Tagarela como ela só. Excelente companhia esta minha adorável visita. Foram poucos dias, mas curtimos tudo da melhor forma possível com direito a compras pra filha comigo servindo de modelo na prova.
Ela atenciosa me presenteou com guloseimas imperdíveis. Chocolates Kopenhagen, biscoitinhos caseiros de amêndoa e os tão desejados chuviscos. Não conheço ninguém com tal disposição e humor como esta Lua sempre cheia, de graça, doçura e muito amor pra dar. Foi a melhor visita que recebo em anos. Saboreamos o melhor da comida e reviramos os baús afetivos contidos nas pastas dos amigos virtuais. Entre fatos e fotos fomos tecendo as teias mágicas que unem tão diversos universos numa telinha virtual. Bom demais da conta. Por tudo isso já ensaiamos um retorno dela para desbravarmos as serras do Espírito Santo, com suas pedras azuis, seus domingos martins, seus chalés e cachoeiras. Promete este novo re-encontro.
Uma visita corrida, mas extremamente proveitosa e calorosa. Um bis nunca será demais. Foi uma pena vê-la de mala e carro vermelhos partindo determinada e corajosa em busca de novos sóis. Apesar de Lua pra onde tenha sol, é pra lá que ela sempre irá... 7/2/2008 InformeA falta de sistema básico de saneamento provoca a morte de 3,8 milhões de pessoas/ano por enfermidades como diarréia, malária ou hepatite. Nos USA e Europa gasta-se 81 bilhões em bebidas alcoólicas, cerca de 10 vezes mais do que seria necessário para assegurar saneamento, água e higiene para todos. 6/29/2008 Casamento à antigaEspetacular!
Beijos
luinha
CASAMENTO À ANTIGA As imagens do desamparo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso junto ao caixão da esposa, Ruth, emocionaram o Brasil. Estava ali um homem realmente ferido pela perda. Fiquei arrepiado. O país inteiro arrepiou-se. Existem, neste mundo moderno, muitas formas de casamento. Uma delas sempre me chama a atenção: o casamento de cumplicidade. É a união de um casal de longo tempo por meio de muitas aventuras e desventuras, um cimento inquebrável. Fernando Henrique e Ruth estiveram casados por 56 anos. Construíram tudo juntos, da profissão ao êxito político dele. Experimentaram o exílio. Discutiram idéias. Intelectuais brilhantes, eles publicaram livros e viram o mundo. A política, de certo modo, foi o menos importante. Na época em que eu estudava Antropologia, li textos de Ruth Cardoso. Havia qualidade, pertinência e sensibilidade em suas análises. Para nós, ela era e continuaria sendo a antropóloga Ruth Cardoso, um modelo de pesquisadora. Quando eu era estudante de História, li o que Fernando Henrique fez de melhor na vida, 'Capitalismo e Escravidão no Brasil Meridional'. É impossível esquecer esses escritos. Fiquei pensando numa frase de outro antropólogo, o mais famoso do século XX, Claude Lévi-Strauss, que completará 100 anos em novembro, 'o mundo começou sem o homem e terminará sem ele'. É sabido que todas as nossas glórias são vãs. A fragilidade de Fernando Henrique durante o velório da mulher com quem partilhou a vida era apenas uma manifestação concreta dessa obviedade. Imagino que a mesma cumplicidade una o atual presidente e sua esposa. O poder nada pode contra isso. Tudo passa. Menos o grande amor. Ali, junto ao caixão, estava Fernando Henrique, não o FHC inventado pela máquina de moer políticos de uma esquerda que julgava se diferenciar dos outros por uma marca ontológica, essencial, metafísica, representar o bem contra o mal. Já foi. Tudo perece. Diferenças hoje, caso existam, são programáticas. Imagino que Ruth Cardoso tenha sofrido ao longo desse processo de diabolização. As fofocas garantem que Fernando Henrique nem sempre foi fiel. Não o desculpo. Nem o condeno. Constato que seu amor se mostrou até a última cena. Não pretendo construir agora uma idealização. Nunca sequer votei em Fernando Henrique. De certo modo, a sua trajetória política, especialmente como presidente da República, obscureceu um pouco o valor intelectual da sua mulher e também o seu, embora não tenha sido a catástrofe anunciada pelos seus adversários. Demonizar e humilhar o outro é a característica principal do jogo político. A lógica partidária sobrepuja o interesse comum. O mesmo ocorre agora com um homem que já mostrou ser muito inteligente, mas que, por não ter uma educação formal elevada, enfrenta o desprezo de setores elitistas. Tenho certeza de que Ruth, assim como Marisa, deve ter segurado muitas ondas de um marido às voltas com as contradições da política e das próprias ambições. Não guardei na memória imagens da época de Fernando Henrique no poder. Essas imagens edificantes se repetem, todas marcadas pela estética positivista da autoridade. A imagem, contudo, de Fernando Henrique, destituído de qualquer poder, vacilando diante do inexorável, ficará por muito tempo em minha mente. Estava ali a potência humana: a aliança que nem a morte destrói. Ao final, volta-se ao começo. juremir@correiodopovo.com.br "O mundo começou sem o homem e terminará sem ele' (Claude Lévi-Strauss)Como é habitual,acordo cedinho, bebo água e vou correndo fazer xixi, pois depois dos 50 é assim. Não dá para acordar e ficar saracoteando como antigamente. A distância que separa a cozinha do banheiro, nesse momento, lembra-me os espaços amplos dos castelos medievais. Nem parece que moro numa gostosa caixinha de fósforo com uma rede na sala ao lado da plantinha da amizade. Quando me deito para ler sinto-me acompanhada pelo lobo mau. Esses dias, Adriana me contava que estava convencendo seu marido a morarem num pequeno apartamento como o meu. Explicava-lhe que tem algo de muito positivo, a obrigatoriedade da convivência com seu par e a manutenção. Tudo muito prático e mais barato. Ficamos menos expostos às desnecessárias necessidades de consumo. Menos escravos do modelo tradicional do capitalismo selvagem. Mais liberdade... Nada como a idéia sonhadora que tínhamos aos 28, de domar por completo. Não existe essa hipótese. O ex2 que o diga. Embrenhou a alma durante a primeira fase da vida adulta para isso. Só porrada... e muitos enganos. Preparo café com leite, meu pão árabe integral fininho com fiapinhos de queijo prato ligth, e, uma fatia pequena de queijo minas. Lembro que é domingo e adoro tomar café com meu cronista predileto Juremir Machado da Silva. Ele fala sobre o amor do FHC por Ruth Cardoso.. Ai ai... Sempre bem afinados vou sorvendo suas reflexões e o meu café com silenciosa atenção. Minha filha que teve ontem um dia intenso dorme linda ao meu lado. O sábio professor, de uma certa forma, não me saiu da cabeça essa semana que passou. Desfilei com a poderosa fragilidade de Getúlio pelo Palácio do Catete ao discutir sobre poder, opressão, direitos, valores, democracia e eleição, e especialmente as nossas próprias contradições, com minha amiga Leila. Temos formas muito diferentes de reagir ou agir sobre os mesmos estímulos, mas sempre nos entendemos perfeitamente. Nada como ver a realidade questionada por ela, para depois fazer minhas próprias escolhas. Nunca tive dificuldades para me relacionar com os diferentes. Jamais esquecerei que quando tínhamos 23 anos ela me contou algo interessante. “Marta, não podemos suportar sua enorme segurança e motivação.” Sei que você está correta e nem deveria mudar, mas precisava contar-lhe sobre isso. Ora, caramba, demorei um ano resolvendo minha crise existencial aos 15 anos. O resultado disso foi uma pessoa sabedora que dependia de si mesmo para acessar a melhor parte do outro e da vida. Tudo seria resultado de nossas próprias escolhas. Sem culpas ou atropelos, raramente delegava a alguém o controle de minhas emoções. Isso exigia desde muito jovem, uma enorme responsabilidade. Sabe o que é passar uma existência digerindo seus limites sem alocar culpa em ninguém... nem posso dizer que foi ruim... mas que foi dureza, isso foi... algumas poucas vezes. Dias depois de pensar a respeito, contei-lhe que precisavam fazer análise. Eu não iria mudar. Ela concordou com minha decisão. Ela é uma amiga que admiro muito pela inteligência e especialmente pela forma sincera, rascante e vigorosa de fazer avaliações. Temos fortes referências comuns. Foi de uma valia enorme o nosso papo. Fazia tempo... Obrigada, Leila. Estarei muito mais atenta. Beijos Marta 6/28/2008 caderno sem pauta e espiralPorque hoje é sábado e o céu estrelado de lua me possui sorrateiramente, perambulo como um vira lata pelos caminhos do cyber espaço. Re-li as crônicas do professor gaúcho, que me faculta deliciosos ais ou uisuis. Repasso na memória a boa intervenção do Sergio na Globo News. Lembro de sua delicadeza e seriedade. Constato que mais uma vez adormeci sem dar boa noite para a realidade. Desmaiei, será coisa só da idade. Ando tão cansada. Debruço no alpendre do 20º andar para avaliar o proveitoso tempo que passei com a Leila ontem à tarde. Quantas perspectivas e imaginário. Lembrei-me do tempo da Klabin, quando as meninas pretensiosas rastreavam a vida pelas mesmas razões. Tiro uma folga para visitar o blog do competente escritor gaúcho, Fabrício Carpinejar. Deixo-lhe um recado e sinto-me possuída pelo meu caderno sem pauta e espiral. Quantas vezes construo-lhes incansável as linhas,
... Minha memória não é a de um caderno-espiral, para distribuir e censurar as confissões, mentir sua extensão e abreviar o conteúdo. É de um caderno capa dura. Não consigo apagar uma lembrança, mesmo que seja dolorida ou humilhante ou os dois. Muito menos alterar seu número de páginas conforme as necessidades da relação. Não sou de riscar o que aconteceu para parecer mais maduro, ou eliminar as contradições e simular coerência. Inclino-me a conviver com as rasuras e insatisfações. O branco do corretivo sempre me irritou mais do que a mancha violeta. Alterar é disfarçar a carência. Alterar é fingir o que não foi vivido, antecipar o que não era hora. Falsificar-se compulsivamente.
On sai ram. Luinha
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