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7/2/2009 LobosAh que delícia as gargalhadas de ontem ao montar a seleção musical “para dançar” dos festejos da próxima sexta, aniversário de Eládio. Só tem boas canções das décadas de 1960 e 1970. Confesso que pincelei um pouquinho com algumas de 1980. Luluzinha assim que viu minha animação aderiu ao projeto. Ficamos uma hora além do horário regulamentar por conta da alegria. Eram aiais e urrul pra cá e pra lá. Beleza pura! É assim que tenho buscado esvaziar meu saco. Anda abarrotado. A conexão banda larga cooperou de forma digna, era um tal de música entre Rio e Vitória sem parar, mais as risadas e papos pelo Skype e baldeação via celular de Vitória, lá para o interior de SP. O amigão tirou uma lasquinha das minhas risadas animadas. Minha alegria foi parar lá nos recônditos das terras de cana de açúcar. Aquela região que ando doida pra ir visitar. Depois conversei com minha prima em USA, que chegava naquela hora de um giro pela Europa. Salve a tecnologia, tudo de bom nesses novos tempos. Para variar Luluzinha não deixou minha saudade sossegar, lembrava do nosso lobinho amado, querido, lindo, bom de papo e comilão o tempo todo. Ela não tem jeito não, mas a seleção tem bem a cara dele mesmo. Ele abateu 2 corações de uma vez só. Tendo em vista algumas confusões gostaria de sinalizar algumas coisas sobre lobos em minha vida. São 3... Um deles rasteja, caminha e corre comigo por caminhos inimagináveis. Inúmeras vezes, ele me despe e deixa sem fôlego, outras, me acaricia a alma complacentemente. Não vivo sem estar por aí com ele. O outro é aquele gatão gaúcho (KKK), que me inscrevi faz é tempo na fila. Ele nunca me deu bola.. Hum ia esquecendo... há um terceiro com quem andei vestida de Jade, curiosa, pelas noites incertas. Até hoje trocamos alguns momentos de revival. É um lobo bem humorado e comportado (KKK). Gosto de seus bilhetinhos escondidinhos por debaixo dos panos, que são sempre uma surpresinha agradável. Ailóviu Luinha 6/30/2009 Quinhão curto, meu pirão primeiroNem contei, né, mas esses dias tivemos a posse do novo presidente da associação comercial do Rio. Nada contra a pessoa dele, mas as práticas dos nossos representantes políticos, sim. Tivemos desde cedo até o meio da tarde, um enorme engarrafamento por conta do evento patrocinado pelo poder público para a elite brasileira. Chega a ser assustador o poder que eles detém. Daí vem à política de arrocho enlouquecedor, muros altos, a imprensa chapa branca com as garras de poder tão ameaçador. O nosso povo está dormindo cada vez mais pelas ruas. E o nosso aperto para darmos contas de tantas obrigações? Gente , está uma loucura ir ao supermercado. A prefeitura do Rio, o Governo do estado e até o governo federal (a comitiva do presidente estava presente) permitiram vergonhosamente que parassem seus carrões com motoristas e seguranças em fila dupla e tripla, em cima de faixas de pedestres e calçadas da principal via de acesso ao Centro do Rio. Era dia comum de trabalho para qualquer um de nós. Para eles foi colocado um tapete vermelho na Rua da Candelária. Uma afronta à miséria produzida por modelo econômico tão excludente. Um absurdo...Repito mais uma vez que quando vou de carro ao Centro, paro meu carro há muitas quadras de meu trabalho e pago R$ 16,00 para estacionar. Agora eles estavam mais uma vez parados à porta de meu trabalho, na região da Candelária, em fila dupla e tripla e, até sobre as faixas de pedestre. Filmei e fotografei tudo que pude. Todo o povo que passava e tinha problemas para circular ficava indignado. Conversei com algumas pessoas. Os guarda municipais e PMs destacados me contaram o quanto estavam envergonhados de terem que se expor dessa forma, numa ação sem ética ou valor para suas fardas. O prefeito Eduardo Paes, o Governador Sergio Cabral e o presidente Lula deveriam se envergonhar muito. O mau exemplo de nossos representantes é uma tragédia de forte impacto para a sociedade. Destroem os alicerces da democracia. As conseqüências dessas práticas é o que vemos desde então, uma desordem ampla, geral e irrestrita. Todos param seus carros onde bem entendem desde então por lá. Até pensei ontem em dar uma parada bem na porta da Candelária. Quanto não custará ao cofre municipal ficar secando gelo da ordem urbana. Em 2 dias os governantes destroem qualquer trabalho realizado.O que vejo diariamente é um incremento imensurável da visão de dinheiro curto, meu quinhão primeiro. Os dirigentes não se dão ao respeito. A cidade reage com o modelo de má-educação dado por eles. Fotografei as crianças bem jovens que andam dormindo novamente embaixo da cruz que simboliza o assassinato de jovens na cidade do Rio. Alô, alô... Fico muito triste com isso tudo. Pior é saber que tem gente que acha que não vale mais a pena se indignar. Não consigo estar insensível às perspectivas de futuro tão sórdidas para meus filhos e netos. Exijo muito mais! Mina D'águaOlá bom dia Dormi cedo, acordei ainda nem estava a raiar o belo dia. Gente, que friozinho... O Rio amanheceu sem nenhuma neblina. Céu estrelado, de lua, tudo tão lindo por aqui. Os passarinhos cantam alvissareiramente anunciando a vida que se quer ver. Ontem comecei a cuidar da minha mina d’água, que andava seca demais. Vida duríssima, mas vamos lá. Próximo final de semana aniversário de 3 amigos muito queridos, pois não é que dois deles farão a festa no mesmo dia e hora? Problemas de ciúmes em um deles pelo menos. Noitadas longas para mim na sexta. Fui convocada para elaborar seleção dançante da década de 60 e 70. Lá vou eu na maior responsabilidade. Depois dos festejos de sexta, parto para apreciar a serra dos Órgãos na Caneca Fina. Que frioooooooooo... É indescritível apreciar o céu por lá. Convidei ontem e já está bombando um café da manhã no outro final de semana na Floresta da Tijuca. Arlene e Bia chegam do Canadá e já assinaram a lista de confirmação. Sinto uma saudade enorme delas duas. Nana está animada e exortando a ala juvenil para o encontro. Maria respondeu que irá e agitará os Monteiros. Lu do Rio já confirmou o seu famoso bolo de milho verde. Até Sandrinha virá para o encontro. Fazíamos tanto esse passeio prazeroso e agora vamos vendo passar os dias por vezes carentes de energia. Pessoal da Escolinha Sai estará ocupado com reunião. Pena não poderem estar presentes. Ontem ao retornar do trabalho, estive em um engarrafamento na Av. Presidente Vargas, importante via do Centro do Rio. Vi 2 jovens na faixa de 20 anos tentando assaltar ônibus e rondando carros. O fone da polícia não atendeu, depois consegui falar pelo disque denúncia. O local é o mesmo que apareceu na TV Globo outro dia. Filmaram os criminosos agindo. Eles pulam na janela e arrancam celulares e bolsas dos passageiros. Circulam livremente sem qualquer aperto. Absolutamente nenhum policial nas ruas. É assustador viver em uma cidade sem segurança pública. 6/29/2009 Assédio ao lobo mau.Tenho tido manhãs produtivas e noites de soninho cedo. Acordei fiz 2 exercícios do Chi Kung tomei um banho de 20 minutos lendo o jornal e, depois, sem pensamento algum, tudo só água, eu inclusive. Uma cachoeira de águas mornas. É bom pra caramba... Ontem assisti um belo documentário sobre o Rio Pardo. Queria conhecer aquela região do Brasil. Está aqui na listinha de desejos. Tenho vários. Depois do banho lavei a louça, preparei o creme do bobó, fiz a armação, coloquei uma espiga de milho pra cozinhar, refoguei o guisado de frango caipira com ovinho, preparei meu café com leite com queijo minas e pão árabe integral torradinho. Bem, hoje fiquei feliz por conta de saber que assedio meu lobo mau. Realmente vivo a correr com ele pelos desertos, pelos pântanos e pelas praias ensolaradas. Ai ai... 6/28/2009 Manhãs coloridasAi ai... hoje acordei em ritmo de Beto Guedes cantando “Quando te Vi”. Tudo de bom essas manhãs coloridas. Acordei e enquanto tomava café comentei a réplica de Lu ao email de Chico. Ou seria ao contrário? O email de Lu, com réplica minha ou de Chico. Pouco importa, minha memória ainda afiada é que fez o point do dia. Daqui uns 10 anos, quando estiver com pouquíssimas referências poderei sorrir novamente relendo essas velhas histórias. Depois, corridinha para levar a filha à final de basquete na Arena do PAN. Esticadinha até a feira da Glória para comprar uns verdes escuros. Estavam em falta por aqui. Não resisti e comprei ovinhos – só gema, que vem dentro da galinha poedeira. A feira livre da Glória é uma beleza, um lugar paradisíaco, bem embaixo de minha Santa Teresa. No seu entorno vemos uma feira de velharias e antiguidades, mas hoje também estava repleta de bandidos e dependentes químicos, mudei de ponto para estacionar 2 vezes e quando parei já estava armada com a sabedoria carioca. Sempre que o bicho pega uma mão delicada muda meu rumo, sem nem explicar nada. Não sou atenta para essas coisas, mas tenho uma sensibilidade por vezes incomum. Acato sem questionamento. A feira mesmo é tudo beleza pura e no entorno normalmente existe uma visível “segurança”. Ninguém é molestado. Os feirantes não iam perder o público certo. Aqui no Rio está tudo assim. Não vemos segurança pública como serviço público, mas as ruas, comércios e praças, cada vez mais com as milícias contratadas. Hoje a manhã rendeu. Deixei tudo no esquema – filezinhos de peixe temperados e enroladinhos no papel alumínio pra durante a semana assar, frango, carne assada e bifes temperados, aipim cozido, brócolis e couve-flor. Ainda não fiz o chuchu e a bertalha, mas tudo está armado pra uma semana bem planejada. Ai ai...
Papo com Lu e Chico... Gente ... como pode isso? Mas pode... Tem muita mulher assim e até homens que gostam delas assim neurotizadas. Nunca tive tenência quanto a isso. Sempre me mantive limpa e cheirosa – do tipo, tomada daqueles longos e deliciosos banhos que gosto muito até hoje. Sempre estive com homens em minha vida que gostavam de mulheres simples de cabelos molhados pós-banho. Lembro-me que o Ex 1 -somente ele – queria que eu colocasse saltos altos. Pertencíamos à “família Nestlé” e todas as mulheres dos funcionários eram mais ou menos assim. A empresa valorizava tudo arrumadinho. Eu nem aí, né. Era menininha, apaixonada, alegre, feliz e independente, com a auto-estima lá no céu. Não passava na minha cabeça tornar-me um padrão. Já ele era mais vaidoso, sempre me arrumei antes dele. Era colocar uma roupa e pentear os longos cabelos pós-banho e só. Por mim só andava de sapatinho boneca e mini saia. Meus vestidos eram sempre bem curtos. Colocava as roupas que mais gostava e ponto. Nunca tive desejos por roupas ou perdi tempo pensando nelas. Sabia de quais mais gostava e nunca me importei de serem as mesmas. A prioridade era meu bem-estar. Quando íamos aos casamentos e colocava o salto alto, que ele tanto gostava, já desfilava pra ele antes de sair. Sempre dava em atraso. Ao final dessas festas, lá vinha ele segurando meus sapatos nas mãos, maior mico, quem sabe envergonhado. Nunca consegui passar uma noite inteira calçada com sapatos de salto alto. Cansei de ficar só de meia fina para lá e para cá dançando. Tadinho... Tampouco me submeteria a todo tipo de sofrimento que a moça ali se impõe. Imagine... ia no banheiro e tiraria a calcinha. Aposto que ele gostaria muito mais. Não é, Chico? Tem nada mais interessante que uma boa surpresa dessas para os “homens”. É igual a ganhar na loto sozinho a cada vez. Não se cansam desse tipo de surpresa. Bem, com o Ex2 não tinha qualquer vínculo com padrão social ou consumo. Quanto mais natural, melhor. Chico, liguei pra o ex2 vir conhecer a Luluzinha, quando ela me visitou nessa última vez. Beijinhos procês 6/25/2009 Arriê... festejos juninosOlá bom dia amigos corujões Lu, dormi cedo, pois ando exausta mesmo. Os pinos estão batendo. A labirintite diz presente. Minha Naninha também está com muitas provas da faculdade pra dar conta. Tenho lhe dado a vez. Acordei de madrugada - raríssimo - e lembrei-me do Chi Kung e do FENG. Tentei fazer um sacode, mas desisti. Aproveitei o tempo precioso e ocioso para subir ao Everest com aquele autor que te contei. Logo estava tranqüila e adormeci. Acordei um pouco mais tarde e até sonhei. Bom demais... O texto de Chico é lindo sim. Uma chamada oportuna que me trouxe lembranças maravilhosas de nossas festinhas juninas. Chico, aqui também tínhamos bombinhas, estalinhos, estrelinhas e cobrinhas – meus preferidos. Brinquei demais assim durante minha infância no subúrbio e nas festas na rua e no sítio de meu pai. Ofereci o mesmo prazer para os filhos e sobrinhos. Soltamos muitos balões. Aqui nesse bairro nem sei onde vende, mas vou procurar para dar de presente a minha Naninha e a netinha. A filha anda tão adulta e pressionada pela vida. Isso lhe trará boas lembranças. Sempre fui muito levada e arteira, mas tudo cor de rosa e saudável, pois mamãe nos programou para sermos responsáveis pelos nossos atos. Pulava as fogueiras bem altas e ficava ruborizada. Sempre estava saltitando, subindo em árvores, soltando pipa, andando de bicicleta, correndo atrás de doce, jogando pedrinha e apostando pique. Detestava os “jogos de meninas”, competir sobre roupas, o tamanho das coxas ou da barriga. Olhava como se dava com minha irmã mais velha e achava uma baixaria. Não passei pela fase de ficar paquerando. Eu era muito valente e segura de mim, mas nunca bati nem ninguém tirou onda comigo. Eu era a mais nova no enorme grupo de amigos, mas quem dava conta de tomar satisfações contra algumas injustiças que surgissem. Ousasse alguém falar mal de minha mana, o pau poderia comer feio, mas nunca comia. Entretanto ia logo deixando bem claro onde estavam os limites. Aliás, confusões assim só quando o assunto era minha mana ou alguma amiga ou amigo. Interessante, como isso se reproduz até hoje pela vida. Ai ai... Brinquei muito de pêra, uva, maça e salada mista. Tinha aquelas cutucadas pra abraçar o mais interessante, mas a maioria era mesmo aperto de mão. Beijo na boca era raro e só estalinho, pois não havia confiança em quem seria o campeão. Desde então era uma mulher fiel. Passei dos 2 aos 8 anos apaixonada pelo Armandinho, dos 10 – 14 pelo Luis, dos 16 aos 28 com Fernando, depois veio o Marcos e vocês já sabem, né não? Os maiores depósitos de fogos ficavam no caminho do sítio do papai e da casa da mamãe. Quando mamãe estava viva eram sempre em sua casa os festejos. No tempo de pequenina, no sítio do papai os festões eram animadíssimos. Meus pais sempre foram festeiros. Tive a quem puxar. Lu, vocês estão lindas, mal se percebe diferenças entre as 2, parecem 2 menininhas, né mesmo Chico? Que roupa alinhada... Aqui, tirando o tempo de criança quando as roupas juninas eram feitas sob medida, em geral, inventávamos com as vestimentas disponíveis. Isso era uma diversão a parte. Na fase do Fernandinho e, depois, da Andréia, fiz muita fogueira com as crianças em Rio das Ostras. Na fase da Andréia, uns 30 catavam os troncos e gravetos pela cidade toda. Divertidíssimo lembrar. Claro que nada da monta do que fez a prefeitura ao destruir todas as árvores do Bosque da Praia. Vou escrever para os meninos, hoje todos tão grandões. Ligarei pra o Rômulo, Dinho, Déia e Tati recordando. Darão aquele sorrisinho curativo delicioso. Chico as guloseimas sempre foram muito fartas. Tínhamos sempre canjica com coco, milho assado, amendoim, batata doce na brasa, bolo de aipim, de fubá e até uns “churrasquinhos de gato”. Bom mesmo estar aqui de papo com vocês 2. Beijos
6/24/2009 Encontro com a saudadeAi ai que saudades de andar por aqui. O luar está desenhando o céu como uma unha pintada de princesinha. Minha amiguinha Lú diz que está uma casquinha fininha. Nem o tom azul índico luminoso, os passarinhos assanhados que me visitaram ao soar da aurora, o dia festivo de São João e o mestre que trouxe para fazer guarda em meu coração, me permitiram transbordar de amor. Sinto exaustão e sede. A vida sapateia a minha volta, mas os olhos cansados insistem em fechar à meia luz. Hoje senti uma saudade enorme de correr pelo pântano atrás do lobo, mas ele se foi apressado e deixou-me pra trás. Ai ai.. vou é pra cama...
6/16/2009 Cavalos marinhosSinto uma falta do lobo mau, cara de pica-pau, não, é cara de mingau. Um dia desses fui incitada a refletir sobre encontros e despedidas. Fazia-me crer que as relações deveriam ter prazo de validade. Tão cuidadoso e lindinho, lembrara do caso de um adolescente sedento de vida nova, que ao se preparar para sair do lar, precisava desconstruir alguns referenciais, muitas vezes até matar alguns heróis. Necessidade assim tão convincente me deixa responsável, de quatro. “...Já que você não está aqui ... Olha só o que eu achei... Cavalos marinhos...” A FARRA DOS CARRAPATOSOlá bom dia
Mais uma obra-prima do Professor Juremir Machado da Silva, meu cronista predileto.
Uau, ele mexe na ferida de forma dolorosa.
Tenho sentido uma saudade extrema de meu lobo mau. Culpa da Lu que abana, abana e abana o amor que temos por ele o tempo todo. As vezes fico pensando se em vez de mim fosse ela a entrar na fila. O pau ía comer feio (KKK) Ai ai...
Vale a pena conferir
beijos
A FARRA DOS CARRAPATOS Pior do que a farra do boi, só a farra dos carrapatos. Já na farra do boi, o boi morria. Na farra dos carrapatos, o boi deve ficar vivo para ser sugado. Como se sabe, os carrapatos parasitam os bois. O carrapato é um bicho nojento. A relação que ele estabelece com o boi é unilateral. Não é sequer de simbiose. O boi não ganha coisa alguma com o carrapato. Há, porém, um tipo de carrapato que tenta se colocar a serviço do boi só para sugar mais ainda o seu sangue. O pior carrapato é o carrapato puxa-saco que aceita servir de boi de piranha para garantir o sangue do futuro. O deputado Jackson Barreto, do PMDB de Sergipe, quer um terceiro mandato para Luiz da Silva. Significa mudar a regra do jogo em andamento. Parte do PT não quer. Jackson Barreto é um carrapato puxa-saco. Quer um terceiro mandato para um político que nem é do seu partido. É como um marido que não se constrange em oferecer a mulher para os amigos. Barreto é carrapato, mas não é bobo. Sabe muito bem o que pode ganhar com sua generosidade. É uma questão de tempo. Pretende inaugurar uma nova etapa na longa história do boi e do carrapato. Quer transformar a relação de simples parasitismo em simbiose. Boi e carrapato sairiam ganhando. O boi ganharia uma sobrevida. O carrapato continuaria grudado. Pelo que pude apurar, isso acontece raramente. Ou exige um longo processo de adaptação. Barreto, ao que parece, deseja homenagear Charles Darwin, neste bicentenário do nascimento do autor de 'A Origem das Espécies', provando, mais uma vez, que só sobrevivem as espécies (ou subespécies?) que conseguem se adaptar. A qualquer custo. O boi sabe que um terceiro mandato seria indecente. O carrapato também. É certo que os carrapatos não primam pela elevação moral, embora existam carrapatos kantianos, mas isso é um problema particular. A lei universal manda que não se altere o fundamento em função de interesses particulares ou conjunturais. Barreto é mais flexível. Dado que a bola não entra por incompetência dos atacantes, quer resolver o problema aumentando o tamanho das traves. Na verdade, propõe arrancar as traves. Ou os entraves. Barreto só tem uma vontade: abrir a porteira para a boiada passar levando junto os carrapatos. Qual é o coletivo de carrapato? Procurei bastante. Não achei. Liguei para um especialista. Ele riu. Fiquei constrangido. Ele disse: 'É óbvio. PMDB'. Sou lento mesmo. Não temos saída: só o boi pode nos salvar dos carrapatos. Mas será que o boi quer mesmo fazer isso? Dizem que certos bois desenvolvem uma espécie de síndrome de Estocolmo e estabelecem uma relação afetiva com os seus carrapatos. Na hora da separação, desandam a chorar e tentam encontrar um meio de evitar a ruptura. O Brasil é um país especial. Nelson Rodrigues garantia que aqui até a prostituta se apaixona pelo cliente. Isso, bem pensado, não é exclusividade nossa. Agora, pensem bem, talvez seja o único lugar do mundo em que o carrapato se apaixona pelo boi e pode ser correspondido. Afinal, o sangue consumido não é realmente o do boi. É o nosso. juremir@correiodopovo.com.br Papo em dia com a Xará GaúchaOlá querida amiga Xará, bom dia Por aqui um frio arretado para nós cariocas acostumados com dias mais calorentos. Mas vc nem imagina como o céu tem estado azul e o Rio de Janeiro, mesmo com suas perversas mazelas, continua lindo com sua meia lua. É assim que me sinto atualmente, uma meia Lua também. Gostaria de ir com vocês a um evento assim na roça. Poder eu mesma fazer o “puta pobre” ... adoro isso. É o prato típico aqui de casa quando estou só, meio carente e a filha não está pra ficar horrorizada. (KKK) Só que costumo colocar alguns legumes – uma cenoura ralada, um repolho cortado fininho ou um brócolis - pra balancear a perversa e deliciosa combinação. Pretendo ir visitá-los em setembro. Tomara, Deus tomara. Contem comigo na cozinha. Adoro estar com amigos e cozinhar algo delicioso feito por várias mãos. Fazemos muito isso por aqui com os amigos ou em minha casa de Rio das Ostras. Recebi visita da Lu, minha amiga muito querida e ex-virtual, assim como você. Fomos no feriadão pra Rio das Ostras. Ela queria viver o meu ritmo, mas na realidade fizemos ambas algumas concessões. Senti saudades do silêncio. Falo demais! Acredite... tive dor de garganta de tanto que conversávamos. Foi um prazer enorme tê-la por aqui, pessoa imensamente delicada, amorosa amiga e gentil. Levei ainda minha tia idosa, minha empregada e seu filhinho pequeno, que embelezaram nossos dias. Lu ensinou-nos uma brincadeira muito bacana. A musiquinha é assim: Eis a igrejinha. De torre campanada Quando abre a porta Lá dentro não tem nada, Lá dentro não tem nada Eis a igrejinha. De torre campanada Quando abre a porta Lá dentro a meninada Lá dentro a meninada Ver o pequenino de 3 aninhos cantando e fazendo a intrincada posição dos dedinhos na hora certa foi lindo demais. Do Festival Internacional de Jazz e Blues só vimos 2 dias das atrações das 17 às 19 h, que ocorre bem numa pedra fantástica – Praia da Tartaruga - na beira -mar. Estivemos à margem da programação das altas horas da Cidade do Jazz. Imagine... um frio danado. Ficamos com preguiça. Priorizamos nossa própria companhia. Fiz variadas delícias que acabaram fazendo frente ao fastio da Lu. Tivemos frango caipira, que depois virou um risoto delicioso, bolinho de aipim, peixe assado, pavê de café, pizzas caseiras e até churrasco. Ainda fomos jantar no Restaurante Bartrô 2 vezes. O ambiente é a minha cara. O Escondindo de Camarão, delicioso. Adoro a forma delicada do casal que conduz de forma competente as coisas por lá. Fiquei babando com a enorme horta do grand chef. Está muito superior a lá de casa. Sempre gosto de trocar algumas experiências sobre o uso de ervas e temperos. Foi muito bom o passeio com essas pessoas tão queridas. Você nem imagina o que me aconteceu um dia desses. Fui conhecer uma sexyshop. Nada de perversões... Coisas de psicóloga. Várias mulheres comentaram comigo, portanto precisava aprender mais sobre o assunto. Um salão muito bem decorado e com tudo que podíamos imaginar ou não (KKK). O ambiente era exclusivo para mulheres. Gente... Tudo caríssimo. Nada pra meu bico atual. Fiquei tentada a montar um negócio parecido. Deve enriquecer rapidamente qualquer um. A funcionária contou-me que no dia dos namorados a loja enorme e, no metro quadrado mais caro do Rio, esteve lotada o dia todo. Fiquei especulando sobre essa nova mulher, que presenteia seu namorado de forma tão oportuna. Com certeza é muito melhor esse tempo em que o prazer sexual não está só na agenda dos “meninos”. Além dos apetrechos sensuais, a loja vende cursos variados. O setor de livraria, excelente, nada de mal gosto, muita literatura e filosofia sobre o tema da sexualidade humana. Tirando os apetrechos novos que me chamaram a atenção, pois pareciam àquelas geringonças feitas pelo professor Pardal, fiquei lendo os livros aqui e ali. Se fosse contratada, eu melhoraria a literatura e a parte de filmes. Eles não tem aquela visão da mulher que é necessária para se dispor ao amor. Imagine, é o que mais me atraiu. Sou incorrigível, sempre querendo melhorar. Recomendarei a visita pra alguns casos. A crônica de ontem do Juremir, que você postou na nossa comunidade, está sem dúvida fantástica. Um sacode em cada um de nós brasileiros, que permitimos tanto. Adoro ler e responder suas cartinhas. Que fotos no orkut , heim... uau... Um abraço apertado da meia Luinha
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